Filipe Lima 3º no Pro-Am do Estoril Open de Portugal

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Filipe Lima está com fé de estabelecer um novo recorde nacional no Estoril Open de Portugal, o principal torneio da Federação Portuguesa de Golfe, que o PGA European Tour está a organizar no Oitavos Dunes, em Cascais, até ao próximo Domingo. Hoje (quarta-feira) disputou-se o popular ‘Pro-Am’ e amanhã (quinta-feira) arranca a primeira de quatro voltas de 18 buracos.

 

Com prémios monetários no valor de 1,25 milhões de euros, a 53ª edição do mais antigo torneio internacional de golfe para profissionais no nosso país conta com 150 jogadores, 11 dos quais portugueses. A prova é patrocinada pelo Turismo de Portugal e Turismo Estoril, realizando-se pelo terceiro ano seguido (e pela quarta vez na história do torneio) no Oitavos Dunes, na Quinta da Marinha.

 

Filipe Lima foi 3º classificado em 2005, quando o Estoril Open de Portugal se estreou no campo desenhado pela empresa americana Arthur Hills/Steve Forrest and Associates, obtendo então a melhor classificação de sempre de um profissional português. É essa recordação que lhe permite partir de novo amanhã para o ‘tee’ do buraco 8, às 08:55 horas, cheio de esperança de um resultado digno dos dois grandes campeões que irão acompanhá-lo nos primeiros dois dias de competição: o irlandês Paul McGinley e o francês Grégory Havret. Só que, desta feita, quer mais do que o 3º posto.

 

«Vou dizer algo que sei que não deveria porque pode parecer arrogante, mas preciso da vitória esta semana. Não posso dizer que vou ganhar, mas quero muito. Por muitas razões, gostaria mais do que nunca ganhar este torneio, mas é claro que não posso dizer que ficaria chateado se fizesse um ‘top-5′ ou até mesmo um ‘top-15′. Já não tenho a mesma maneira de encarar o jogo do que em 2005, mas é verdade que ajuda sempre saber que joguei bem em determinado campo. Quando regresso a esse campo, como é este caso, sei que posso fazê-lo de novo.», disse o nº1 do ‘ranking’ da PGA de Portugal.

 

O português residente nos arredores de Paris, que frisou de novo o seu desejo de adquirir uma segunda residência em Portugal, «num local ainda em estudo», vem de um bom 12º lugar no Madeira Islands Open BPI Portugal, um resultado que, apesar de ter sido o melhor de sempre de um luso na prova, deixou-o na altura verdadeiramente aborrecido porque tinha fixado como objectivo o ‘top-ten’.

 

«O 12º lugar no Porto Santo não pode ser considerado um mau resultado, apesar de não ter conseguido o ‘top-ten’ que queria. Ser é 12º é sempre bom e deu-me confiança. É claro que são dois campos muito diferentes e aquí não quero fazer grandes planos de estratégia de jogo porque o vento muda muito de direcção de dia-para-dia. Quero só jogar bem e fazer o meu melhor», acrescentou o único português do torneio a ter ganho um torneio do European Tour, em busca agora da sua segunda vitória.

 

Se tivesse alcançado o tal ‘top-ten’ no Porto Santo, Lima teria competido na semana passada no Open da Andaluzia. Assim, optou por preparar da melhor maneira o Estoril Open de Portugal: «Passei uma semana inteira a treinar no Algarve. Escolhi campos onde o vento fosse um factor preponderante para preparar-me da melhor maneira para as tradicionais condições de jogo no Oitavos Dunes. Treinei nos Salgados, onde fui muito bem recebido, no Morgado do Reguengo e no Oceânico Victoria. Foi uma semana em que o vento soprou forte, o que foi muito bom. O Benoit Willemart, o meu treinador, estava no Algarve com outros sete profissionais, o que acabou por ser muito bom porque pude treinar com ele cerca de um dia e meio e afinar umas coisas».

 

O ‘Pro-Am’ de hoje foi encorajador. Ao lado dos amadores Joaquim Oliveira, Bessa Tavares e José Rebelo de Andrade, amigos já de alguns anos, Filipe Lima assinou um cartão de 12 abaixo do Par: «Aqui no Oitavos Dunes fiz uma volta de treino e joguei hoje o ‘Pro-Am’, que funciona como outra volta de treino. Joguei bem e só os ‘putts’ não entraram tanto como gostaria. Depois de quatro pares seguidos, fizemos 12 birdies consecutivos, bem bom».

 

Depois de há duas semanas Lima ter sido 4º no ‘Pro-Am’ do Madeira Islands Open BPI Portugal, hoje ficou ainda melhor, garantindo o 3º posto, com 59 pancadas, 12 abaixo do Par, tendo o nº1 português jogado ao lado dos seus amigos Joaquim Oliveira (presidente da Controlinveste), Bessa Tavares (administrador da SportTV) e José Rebelo de Andrade (solicitador).

 

O espanhol Santiago Luna venceu o ‘Pro-Am’, ao lado dos amadores Luís Filipe Pereira (antigo ministro da Saúde), João Pedro Oliveira e Costa (administrador do BPI) e Miguel de Sousa (vice-presidente da FPG), com 57 pancadas, 14 abaixo do Par.

 

Hugo Ribeiro

Press Officer PGA Portugal

 

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